sábado, 19 de maio de 2012

já tem dono

     Conhecimento não é poder. Poder é um talento. Hierarquia é subordinar o conhecimento ao poder. Funcionaria se não houvesse ressentimento, o poder tendo que admitir e cooperar e o conhecimento tendo que  aceitar o que não está nos papiros.
     Para manter-se na chefia tinha que passar num exame. Não era muito, bastava sacrificar umas horas. mas as extorsões, o assédio, o deboche, a fraude ... passavam em qualquer prova. As provas exigiam mais e mais. Uma certa estudante aceitou dinheiro para dificultar a vida de uma colega na escola. A tal colega era uma funcionária pública que já tinha sido moralmente torturada por colegas para repassar parte do salário que recebia.  Os tais colegas tinham uma caixinha de repasse das verbas dos cargos em comissão que evoluiu para caixinha de repasse de quaisquer verbas. Virou o  " partido ",  fazer-se o máximo para arrecadar dinheiro de funcionários em geral e repassar  para os estratos de autoridade que podem arrefecer possíveis tentativas de repressão. Funcionários que prestam serviços sujos de assédio, investigação e calúnia têm descontos na cota de contribuição. E, claro, parte do dinheiro é usado para atingir vítimas fora do ambiente de convivência obrigatória.
     Eu também acho que estudando a gente não consegue nada. Continue assim, cavando seu $inho,  Com $ sujo também se cava tempo para adquirir conhecimento e passar numa prova. Aos honestos sobra a opção do trabalho árduo. Admoeste, constranja e, mais ainda, crie aquelas situações que levam ao contágio dos outros membros do grupo. Aproveite porque já estão te logando de inúmeras formas. Cresce a teoria de que os critérios de seleção para o serviço público deveriam envolver padrões de conduta. Essa discussão pode levar,  usando uma hot word,  a uma cota de " créditos ". Imagine se quando você nasceu tivesse uma cota de x pontos e fosse gastando essa cota ao longo das trollagens, das malcriações com professores, das agressões a colegas de escola,  dos abortos  ... enfim, daquelas coisas que você certamente fez e que até hoje nunca têm nenhum custo financeiro ou curricular prá você.    Toda essa  fortuna gasta em seleção e preparo talvez evidencie, a cada denúncia de desvios de recursos, que é melhor abrir uma cota para aqueles que não são assim tão  ... bem nascidos .

quinta-feira, 17 de maio de 2012

passividade

     Sopa é algo que se come embrulhado. Alguém te diz como foi feita a tal mistura e você prefere acreditar, provavelmente porque não tem tempo para visitar a nossa cozinha.
     Se eu fosse você, mas a decisão é sua, prepararia a própria sopa. Chegando ao restaurante escolheria dos recipientes cenoura, carne, cogumelo, as batatas ... tudo com certeza vai ter sido manipulado para  estar cozido. Mas bem separadinho um do outro, com coloração preservada e em recipientes bonitinhos  e com um corte bem decente, evidenciando que uma coisa é realmente uma coisa. Até a água limpinha transparente é bom ver antes.
     Come-se muita coisa de procedência duvidosa. A fiscalização da higiene e da conservação dos insumos, das instalações e das utilidades domésticas não é rigorosa como deveria ser. E prá ajudá-los ainda existe a sopa, essa bastardinha quase não deixa pistas.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

COM A FORÇA DA MINHA PENA ....

          Agora que vou ter direito a informações a primeira que vou buscar é quem foi o diretor que escreveu no meu prontuário  que tenho perfil para atividades monótonas e repetitivas. Não, não estou louca não, quando em 2011 voltei a trabalhar em São Paulo ouvi isso de uma das supervisoras de recursos humanos do estado inteiro.  Acho que meus colegas que adoram aprender serviços que exigem qualificação, que dão a competência técnica necessária para nomeação em cargo de chefia  ficaram felicíssimos, poderiam aproveitar o tempo de trabalho recebendo treinamento em vez de ficar carregando pilhas de sulfite, as já escritas e as por escrever. A preguiça social, a preguiça racial venceram uma vez mais. Preguiça de explicar aliada à preguiça de fazer de outro jeito. Que felicidade a dos companheiros de equipe de boa aparência e de boa origem. A despeito de políticas de ação afirmativa, de privilégios  por tempo de serviço ou por idade a possibilidade de receber   cargo em comissão continuava fora do meu alcance.   Na equipe de São Paulo encontrei um um funcionário que no passado trabalhara comigo e colara um papel na minha mesa onde dizia que a minha função era numerar as folhas de sulfite. Tarefas monótonas e repetitivas. Será que essa falta de um rodízio e de realização profissional não é fator de estresse? Acho que esse estresse me levou para o interior do estado o que até hoje me traz fantasmas.
     Hoje tenho uma colega de escola que me expõe a constrangimentos inexplicados diante de todos. Eramos muito amigas até o início 2012. Por seis meses vivi a afirmação da maravilhosa experiência que é ser mulher. Fizemos um grupo de sete amigas, um fenômeno num curso tão masculino. Em fevereiro de 2012 fui operada, não retornei às aulas. Eu não tinha notado que a tal amiga não me escrevia mais no Facebook, não mandava torpedos ... a surpresa foi quando a licença acabou no dia 20 de março. Sempre me hostilizando na frente de todos os colegas essa japa, que é a representante de sala, dá a entender que meu passado guarda um segredo horroroso, que ela obviamente não vai nem comentar de tão nojento que é. Uma cadela velha dentro de uma gaiola de filhotes. Assustados, eles que vieram buscar um ambiente de convívio divertido se vêem esperando uma cadela velha decidir em qual dos grupos vai fazer o trabalho para depois poderem encaixar a outra cadela, as duas não podem ocupar o mesmo território.
     Me lembra tanto o meu passado fora da escola  ....

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Não me transformei em alguém mais forte

     Odeio bisbilhotice, Pedro, por isso eu nunca te perguntei. Confiro minhas atitudes com as de outras pessoas e sempre vejo umas coisas significativas que não batem.  Confesso que também não me esforço para ser igual, na verdade não vejo muito sentido em se esforçar demais para conseguir o que não se deseja, pareceria até meio louco, não?     Em 2009 vi ocorrer com outrem que teve bem melhor sorte aquilo que ocorrera comigo em 2003/2004. O principal sintoma é trocar letras e números. Era uma incapacidade que no nosso meio de ganhar a vida é severa.  Aquelas certidões imensas com numero de CPF, RG, processos, registro da dívida, cadastro no órgão. Acabava de digitar e tinha que reconferir, encontrava erros constantemente, estava sempre perdida reconferindo ao ponto de o Luiz ter assumido a tarefa de fazer as certidões. Me marcou pra sempre ele dizendo que para conferir uma por uma seria melhor fazer certo logo da primeira vez. Ninguém acredita nessa frase mas isso nunca me acontecera antes. Uma das causas de eu ter decidido morar e trabalhar numa cidade bem mais calma foi essa incapacidade temporária para o trabalho que nunca foi diagnosticada, eu não tinha idéia de que um acompanhamento especializado poderia resultar nuns meses de terapia e em cura.      Mais tranquila? Aí começou todo o mal. A Flávia foi consequência dessa decisão.

ser mulher é bom pra mim mas é melhor pra muita gente

Acho que esse trabalho do professor Milton foi escrito suadamente, instante a instante de abandono. Abandono dos amigos, dos entes mais próximos, da vadiagem na internet, daquela comida gostosa que teria de rodar quilômetros para comer, daquela compra ... até de banho e de refeição básica.
     Abandonarei, então, para não abandonar pelo meio a tarefa de denunciar uma máfia no serviço público. Assim como tem uns espertinhos que se apropriam de uma fonte de água e cobram de quem quiser beber há quem se apodere da sua paz e queira cobrar por ela. Idéia de quem começou extorquindo uma coisinha e descobriu que há uma lista imensa de coisas intangíveis para extorquir.
       O nome da tal estagiária era Flávia, eu ia esquecendo. Tinha amigas ricas, era demérito não se vestir com luxo. Eu não a conheci, durante a nossa longa convivência sentadas lado a lado e eu nunca consegui trocar uma única palavra com ela. Contrariando todas as idéias consolidadas de que as mulheres adoram trocar informações. Nem uma fofoca, nem um procedimento de trabalho ( e fazíamos o mesmo trabalho ), nem uma crítica, nem uma piada, nem moda e beleza, nada coçava aquela linguinha. Só sei sobre ela o que observei, ela nada me disse. Sabiam sobre mim o que ela lhes disse, quando comecei a conviver com o grupo percebi que antes de ser-lhes apresentada eu já tinha uma existência.
Ladra. Do sossego.

domingo, 13 de maio de 2012

Cobrando pouco para produzir muito

Faz um bom tempo que eu não escrevia. Estou mas sa cra da por provas e trabalhos de escola, já passei dias inteiros estudando, é muito tudo, é muito conteúdo.
Nunca usaria esse espaço para encher  orelhas com lamúrias. Nem queria ter perdido tempo com isso porque com toda essa idade já percebi q meu tempo é curto. Essas delícias do mundo material vão sumir nuns poucos anos e ninguém nem vai lembrar que existi. Se eu fosse célebre nada mudaria. Que diferença faz pro Mazaroppi, pra a Marilyn Monroe ou para a Cassia Eller que meios eletrônicos exibam sons e cores associados à pessoa que existiu? No máximo faz alguma diferença para quem sentia a energia que emanava deles. Mas para eles ...
Quando eu era criança acreditava-se não passar embaixo do arco iris, não cruzar com gato preto, que estudar em excesso deixava louco .... um milhão de superstições que viraram pó. Muitas outras ainda vão virar. E uma expressão dessas crendices era a estrofe " não tenho medo de assombração pois carrego Jesus Cristo no meu coração ". Assombrações seriam a coisa mais justa do mundo se existissem. Vingariam vidas que foram ceifadas por causa de11) intolerância, 2)de tortura, 3)de chantagem, 4)de violência, 5)de esperteza, 6)de machismo e 7) de racismo.
Serão dias de textos ácidos, traga seus hidróxidos quando for abrir.    Às discussões que traremos sobre esses temas denomino Operação Morimoto. A raiz do assunto é uma estudante de Direito da Puccamp, cuja  família passava por dificuldades financeiras para pagar a faculdade.  De repente essa garota começa a chacoalhar nos braços umas pulseiras novas, compra duas camisas e uma bolsa que só faziam destacar quão combalidas estavam todas as outras peças do seu  vestuário.
Qual a relação? Veja na próxima edição

quarta-feira, 21 de março de 2012

Talvez vocês sofram de um mal. Um mal que não lhes deixa. Em nenhum instante.
Não o queira mal. Não é ele. É assim. Viver é contatos. Contatos com delícias, contatos com males. Sois uma bolinha que fica solta numa imensa mesa de sinuca e vais sofrendo a ação de forças de impulsão. Umas pro centro, umas pra direita, umas fortes, umas que agem com mais intensidade porque golpeiam bem na hora do derramamento de gordura de pastel sobre a área da mesa ... não sei onde cairei, não escolho, é tanta movimentação  que nem lembro de um milésimo dos movimentos dentro dessa trajetória caótica que fiz.  Quanto tinham de dinheiro no banco no ano passado?   Aqueles dois dias que passaram de cama há dois anos, qual foi a doença? 
Não nos motivam nem emocionam  os caminhos limitados da ditadura: tudo vem decidido, é contra o princípio de ser humano, de obedecer à natureza sem  se sujeitar às vontades dos outros habitantes do planeta.
Lembra-te de que caminhas  sem poder para fazer parar o impulso:  foste para o mal, não foi  o mal que não veio a ti.
Te chocarás com as graças trilhando os  caminhos, caminhos onde há desgraças.