domingo, 2 de setembro de 2012
Uso esse canal para concordar com a tese de que todos esses minérios estão armazenados em imensos ferros velhos secretos para nos venderem mais tarde. Até se jogam, concordo, peças no lixo. Mas é prá não levantar suspeitas, assim a gente continua liberando o minério. E o tal golpe do minério, como também já disseram, ainda vai demorar, nossas reservas ainda têm que baixar muito
Querida Inez
A gente nunca mede a importância das nossas atitudes. Coisas mínimas podem impactar tanto, tanto.
Não conseguirei ser vegetariana. Mas já tenho nojo de pedaços de carne que afrontam. Outro dia pude optar por um bife de picanha com um corte perfeitíssimo, vários deles na cuba, espessura que ostentava os poderes do homem sobre a proteína animal: vão muito além de poder ingeri-la para sintetizar um mililitro de enzima digestiva ou uma pontinha de unha.
Tenho optado pelas salsichas, pelos bolinhos e por todas as rebarbas. Desenvolvi sincero nojo das peças grandes e trabalhadas.
Já vi muita gente não comer carne. Mas gente de verdade só lembro de ter visto você.
A gente nunca mede a importância das nossas atitudes. Coisas mínimas podem impactar tanto, tanto.
Não conseguirei ser vegetariana. Mas já tenho nojo de pedaços de carne que afrontam. Outro dia pude optar por um bife de picanha com um corte perfeitíssimo, vários deles na cuba, espessura que ostentava os poderes do homem sobre a proteína animal: vão muito além de poder ingeri-la para sintetizar um mililitro de enzima digestiva ou uma pontinha de unha.
Tenho optado pelas salsichas, pelos bolinhos e por todas as rebarbas. Desenvolvi sincero nojo das peças grandes e trabalhadas.
Já vi muita gente não comer carne. Mas gente de verdade só lembro de ter visto você.
futuro
desculpa me sinto inseguro
sei lá, no fundo, eh, sabe, eu acredito que todos sabem mais do que eu
os meus padrões são bobagem
os outros são lindos, interessantes, espertos e informados
se eu gastar o meu tempo investigando, conhecendo, descobrindo vou perder preciosas horas daquele joguinho em que a japonesinha dá pulos com armas nas mãos
ao mesmo tempo
reconheço que os outros animais vivem bem num mundo para o qual não tem explicações
mas sou homem, se não existe a gente inventa
não digo não sei porque não saber não é coisa de homem, é coisa daquele animal lá ... não lembro o nome agora mas eu sei
entre dizer que não sei e esperar prá observar ou repetir o que me dizem sempre opto por não passar por ... diabos, o nome do animal
não é que eu não tenha consciência que os que me disseram também não estavam nem aí com o impacto da mentira e da fofoca
eh ... só porque inseguro
não sei como se deve ser, os outros sabem
se os padrões não são os meus a culpa também não é minha
sei lá, no fundo, eh, sabe, eu acredito que todos sabem mais do que eu
os meus padrões são bobagem
os outros são lindos, interessantes, espertos e informados
se eu gastar o meu tempo investigando, conhecendo, descobrindo vou perder preciosas horas daquele joguinho em que a japonesinha dá pulos com armas nas mãos
ao mesmo tempo
reconheço que os outros animais vivem bem num mundo para o qual não tem explicações
mas sou homem, se não existe a gente inventa
não digo não sei porque não saber não é coisa de homem, é coisa daquele animal lá ... não lembro o nome agora mas eu sei
entre dizer que não sei e esperar prá observar ou repetir o que me dizem sempre opto por não passar por ... diabos, o nome do animal
não é que eu não tenha consciência que os que me disseram também não estavam nem aí com o impacto da mentira e da fofoca
eh ... só porque inseguro
não sei como se deve ser, os outros sabem
se os padrões não são os meus a culpa também não é minha
quinta-feira, 12 de julho de 2012
Desilusão não é só da busca por parceiros.
A pequena empresa é uma fonte de desilusões. Abrir seu imóvel, seu projeto, seu investimento ... a essa montanha de gente q não tá nem aí com nada, muito menos com você.
Depois de perder todo o dinheiro que investi na construção da minha família mudei de cidade e tive que mudar minha atividade de sobrevivência. Os ingredientes estragados, os empregados mal humorados, os clientes que adoravam o conforto que eu lhes oferecia mas não ganhavam o suficiente para pagar, as mulheres que queriam se aposentar à custa do meu caixa, os concorrentes que roubaram funcionários, idéias e até o meu processador novinho, meus filhos que roubavam sem cerimônia toda a minha atenção ...
não sobrevivi para contar
quarta-feira, 20 de junho de 2012
vamos não mudar de assunto?
Eu quero ser você
Estar no seu lugar
eu quero ser você
e estar no seu lugar
Estar no seu lugar
eu quero ser você
e estar no seu lugar
Continuo carente
Feliz Dia Do Comerciante
Não é hoje? Mas hoje lacerei minha carne por falta de um.
Vou cursar Ambie Oppy sob a perspectiva de vale a pena ver de novo. Ou de não vale a pena ver de novo. Sei lá. O que eu sei é que tivesse uma barraquinha ali dentro da sala de prova eu pagaria um bom preço. Meu desespero ao revirar a mochila!!! Claro que me senti idiorta indo prá prova sem a ferramenta.
Estava soterrada. Embaixo daquele triângulo de proteção feito por uma boa viga ou até por um ... guarda roupas. E, engraçado, porque será que aquela famosa e única loja de móveis não chama a tal mulher guarda roupa prá contar em todos os estados do país em qual loja ela comprou o tal guarda roupa?
Água, água, uma garrafa de água. Os bombeiros vão chegar mas vou secar antes. Um analgésico por amor de Deus. Poltrona confortável. Biscoitos. Misericórdia, uma meia e um casaco. Própolis para as feridas. Tanta banana no mundo! Um livo ou um MP3 desde que com pilha ou com lanterna. Meu cãozinho! Um snorkel ¬ drama demais.
Para você o que você
/ nem gosta tanto assim
/ dia ria men te.
Não é hoje? Mas hoje lacerei minha carne por falta de um.
Vou cursar Ambie Oppy sob a perspectiva de vale a pena ver de novo. Ou de não vale a pena ver de novo. Sei lá. O que eu sei é que tivesse uma barraquinha ali dentro da sala de prova eu pagaria um bom preço. Meu desespero ao revirar a mochila!!! Claro que me senti idiorta indo prá prova sem a ferramenta.
Estava soterrada. Embaixo daquele triângulo de proteção feito por uma boa viga ou até por um ... guarda roupas. E, engraçado, porque será que aquela famosa e única loja de móveis não chama a tal mulher guarda roupa prá contar em todos os estados do país em qual loja ela comprou o tal guarda roupa?
Água, água, uma garrafa de água. Os bombeiros vão chegar mas vou secar antes. Um analgésico por amor de Deus. Poltrona confortável. Biscoitos. Misericórdia, uma meia e um casaco. Própolis para as feridas. Tanta banana no mundo! Um livo ou um MP3 desde que com pilha ou com lanterna. Meu cãozinho! Um snorkel ¬ drama demais.
Para você o que você
/ nem gosta tanto assim
/ dia ria men te.
quinta-feira, 7 de junho de 2012
Primeiro lugar em ... conhecimento
No meu trabalho os funcionários concursados disputam como leões famintos o dinheiro dos cargos em comissão. Um deles, do alto da sua remuneração adicional dizia pérolas que vale reproduzir. Ele sempre trabalhava horas a mais em vez de treinar um colega para dividir o serviço. Quando ele tirava seus dez dias quebradinhos de férias, a despeito do princípio da continuidade do serviço público, interrompia-se a atividade. Naqueles dez dias apareciam um ou no máximo dois casos inadiáveis, então a tal diretora resolvia, dava ordens explicadinhas a um dos funcionários mas só para aquele caso. O tal funcionário era insubstituível e sempre dizia que entre um mal e um outro mal maior ninguém escolheria o maior.
O que eu aprendi lá, então, se não se aprendia a servir ao público? Bom, acho que a maior lição que eu aprendi foi como impedir a ascensão. Valia tudo: quebrar computador, esconder o material de trabalho, deixar o funcionário de castigo, incomunicável e sem nenhuma tarefa para realizar, insinuar que quem conversasse com o tal funcionário perderia a verba do cargo em comissão ou a bolsa de estagiário, escrever no quadro de avisos com letra minúscula o nome do funcionário, oferecer a funcionária solteira a todos os homens como se ela fosse uma escrava que devesse ter um senhor, pisar no pé, acumular 20 dias de serviço braçal para ser feito no retorno das férias, escrever no prontuário de um servidor altamente concursado que ele deve é ideal para trabalhos que não requeiram inteligência, depreciar a comemoração do aniversário. É claro que metade da tortura ( que até parece não ser crime ) não é possível lembrar nesse instante.
Também aprendi que a principal aliada dessas práticas é a preguiça racial, a preguiça em relação a ações afirmativas. O grupo acredita que é assim, que deve ser assim. Que existe gente superior, que existe uma etnia superior. Se a gente dá poder a essa pessoa tem que ficar explicando e explicar dá muita ... preguiça. Quando conheci a tal diretora sequer pensei na palavra racismo. Um ano depois a ouço se justificar pelos insultos e pelos gritos: meu pai era alemão. Ela não disse que é um povo racista, só insinuou, quem acaba interpretando é o ouvinte. Algumas pessoas acham uma negra velha alguém bem fora da estatística que traça o perfil dos concursados. Por pelo menos duas vezes nesse trabalho um funcionário terceirizado que já convivia comigo há um bom tempo me perguntou se eu era igual aos outros concursados.
Estou tendo um reforço de aprendizagem com a tal japa gorda, sem peitos e dos dentes pretos. Eu também tinha aprendido que mais do que prejudicar uma pessoa você deve demonstrar ostensivamente que está causando mal. Só assim cria-se um conflito. Agressões só prejudicam, já oscConflitos têm poder.
O que eu aprendi lá, então, se não se aprendia a servir ao público? Bom, acho que a maior lição que eu aprendi foi como impedir a ascensão. Valia tudo: quebrar computador, esconder o material de trabalho, deixar o funcionário de castigo, incomunicável e sem nenhuma tarefa para realizar, insinuar que quem conversasse com o tal funcionário perderia a verba do cargo em comissão ou a bolsa de estagiário, escrever no quadro de avisos com letra minúscula o nome do funcionário, oferecer a funcionária solteira a todos os homens como se ela fosse uma escrava que devesse ter um senhor, pisar no pé, acumular 20 dias de serviço braçal para ser feito no retorno das férias, escrever no prontuário de um servidor altamente concursado que ele deve é ideal para trabalhos que não requeiram inteligência, depreciar a comemoração do aniversário. É claro que metade da tortura ( que até parece não ser crime ) não é possível lembrar nesse instante.
Também aprendi que a principal aliada dessas práticas é a preguiça racial, a preguiça em relação a ações afirmativas. O grupo acredita que é assim, que deve ser assim. Que existe gente superior, que existe uma etnia superior. Se a gente dá poder a essa pessoa tem que ficar explicando e explicar dá muita ... preguiça. Quando conheci a tal diretora sequer pensei na palavra racismo. Um ano depois a ouço se justificar pelos insultos e pelos gritos: meu pai era alemão. Ela não disse que é um povo racista, só insinuou, quem acaba interpretando é o ouvinte. Algumas pessoas acham uma negra velha alguém bem fora da estatística que traça o perfil dos concursados. Por pelo menos duas vezes nesse trabalho um funcionário terceirizado que já convivia comigo há um bom tempo me perguntou se eu era igual aos outros concursados.
Estou tendo um reforço de aprendizagem com a tal japa gorda, sem peitos e dos dentes pretos. Eu também tinha aprendido que mais do que prejudicar uma pessoa você deve demonstrar ostensivamente que está causando mal. Só assim cria-se um conflito. Agressões só prejudicam, já oscConflitos têm poder.
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